quinta-feira, 13 de março de 2014

O Mundo do Gigante de Olhos Azuis: O Primeiro Capítulo do Meu Mais Novo Livro...

1. Todos têm um sonho.
Sempre, desde que eu me lembro como gente, a Blackwell Enterprise manda em tudo. A empresa é a maior do nosso planeta, ela comanda a distribuição de energia e água, internet, sinais de celulares, equipamentos eletrônicos e todos os meios de comunicação. São os fabricantes de todos os carros e naves que rodam pelo planeta, além da calçada eterna. Mas acima de tudo, eles são donos do GEC – o Grupo Espacial Cosmonauta.
O GEC nada mais é do que a maior organização do planeta. Eles tentam a todo custo mandar uma nave tripulada para fora do planeta, descobrir os mistérios do Universo, e, talvez, até descobrirem uma nova forma de vida além de nós, mas essas tentativas nunca deram muito certo. As naves sempre estouram quando atravessam a atmosfera. Claro que todas as naves nunca estavam tripuladas, porque já foram muitas tentativas e com isso, os Blackwell já teriam exterminado toda a população do planeta.
Eles trabalham com esse negócio há muitos anos, esse é o ar que a família Blackwell respira desde que Aristo, o fundador de tudo, criou algo chamado ‘energia’. Na verdade ele não a criou, ele simplesmente conseguiu, como poderei dizer? Manipulá-la e produzi-la em série à partir de algo que ele batizou de ‘motor’.
Acho que cada um tem um sonho, e o sonho de Aristo era mudar o nosso mundo.
Eu não sei definir energia, não sei o que é um raio ou como eles se formam, mas sou esperto suficiente para não ficar embaixo de uma árvore durante uma tempestade com raios que riscam o céu com sua fúria. Talvez, mais esperto do que entender um raio, seja respeitar a sua grandeza e força diante de nós. Mas Aristo, com o seu absurdo conhecimento e controle dessa indefinível e inexplicável criação, conseguiu isso, mudou o nosso mundo. Em 20 anos passamos de: “A luz de velas” para: “Os energizados”. Eu não passei por esse período de transição e evolução da tecnologia, quando nasci já existia tudo disponível. Mas meus pais me contam o que meus avôs contaram para eles e o que em parte viveram na infância também.
Não demorou muito para que tudo o que temos hoje passasse a existir. Começou com a lanterna, a capacidade de levar a luz para todos os lugares, depois o rádio e a aptidão de se comunicar à distância. Então as casas foram todas ‘energizadas’, ganhamos luz, iluminação nas ruas. Surgiram carros, em mais alguns anos, vieram as naves, TVs e água encanada. Os Blackwell mandaram satélites para fora da órbita do Planeta e tudo deslanchou. Nos tornamos uma nova espécie de seres humanos, mais desenvolvidos, mais inteligentes. Só os melhores conseguem entrar na Blackwell Enterprise e trabalhar na área administrativa e de criação. Eles sempre criam um novo desafio  interno e tentam resolvê-lo.
Foi então que a maior dúvida surgiu: “De onde viemos?” Todos queriam a resposta, e os Blackwell prometeram respondê-la. Aristo sabia que a resposta para todas as perguntas está por ai, do lado de fora, esperando para ser encontrada. Então ele disse que precisávamos saber se estávamos sozinhos, se não existiam outros mundos além do nosso. Foi então que a primeira nave espacial surgiu, com o propósito de levar o homem para fora do planeta e encontrar tais respostas. Mas como disse, as naves estouravam quando passavam pela atmosfera. “A massa delas é muito maior do que a massa de um satélite, por isso estouram”. Essa era a explicação de Aristo. Mas essas explosões só aconteceram até a semana passada, quando finalmente uma nave rompeu essa barreira invisível e azul chamada céu.
Aristo já está morto há 150 anos e não pôde ver o progresso que seu bisneto, Richard Blackwell fez. O único herdeiro do maior império do mundo realizou o sonho do homem mais genial que esse planeta teve a honra de conceber. 170 anos após a dúvida “De onde viemos?” ser lançada, parece que é a primeira vez que ficamos mais próximos da resposta. Eu até me corrigiria e ao invés da palavra ‘resposta’ usaria a palavra ‘verdade’.
Acho que os sonhos movem o mundo, e eu desejo que o meu sonho possa fazer a diferença.

Terminei de ler o meu texto proposto para a aula do dia, com o tema sendo a noticia dada ontem, em todos os jornais: que os Blackwell tinham conseguido levar uma nave para fora do planeta, sem fazê-la ficar em pedacinhos e em chamas. A nave não estava tripulada, é claro, mas pretendiam fazer isso em breve e as inscrições para os possíveis tripulantes/voluntários estavam abertas.
Esse não era apenas o tema da minha redação, ninguém falava de outra coisa no mundo todo. Quando acabei de ler o meu texto, meu professor me olhou com uma expressão confusa, um misto de espanto e orgulho. Mas ao invés de me elogiar ou criticar, ele simplesmente preferiu perguntar:
— E qual é o seu sonho, Calisto? — Ele se referia à última frase do meu texto.
Eu respondi sem nem ao menos precisar digerir a pergunta:
— O meu sonho — Fingi um suspense. — Meu sonho é ser um dos tripulantes dessa nave.

R.S.Boning.

2 comentários:

  1. eu gostei, bem diferente.
    um conselho, pague um bom revisor de português. pois os erros recorrentes de ortografia e concordância verbal no vol 1 do As Pedras de Adão, são bem primários e deixam a leitura cansativa. me desculpa é pra ajudar;

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    1. E eu paguei, R$ 1.800,00 pra um corretor indicado pela Editora, mas ficou daquele jeito, e como eu não consigo ler errado. Ex: Se a palavra "capacidade" estiver escrita como "capicadade" eu não percebo o erro...
      Na verdade a Editora não está preparada para fazer publicações. Todos os livros publicados por ela até hoje tiveram essa mesma crítica. Pena que só fui saber disso depois.
      E eu não levo a mal, pelo contrário, obrigado pelo comentário, é somente dessa forma que posso melhorar para publicações seguintes. ;)

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